Se você está se perguntando quem trata a síndrome de burnout, a resposta é clara: de acordo com a CID-11 (código QD85), esse esgotamento relacionado ao trabalho pode ser tratado por:
- Médicos psiquiatras;
- Psicólogos;
- Médicos do trabalho e;
- Enfermeiros especializados em saúde mental;
Cada um atua em áreas complementares, ajudando a restaurar a saúde mental e funcionalidade do paciente.
Ao ler este artigo até o fim, você vai:
- Descobrir o papel de cada profissional no tratamento do burnout.
- Entender quando e como procurar ajuda adequada.
- Aprender estratégias para integrar tratamento médico, psicológico e ocupacional.
- Saber como aumentar suas chances de recuperação e evitar agravamentos.
1. Médico do trabalho
Se você está se perguntando quem trata a síndrome de burnout, o médico do trabalho é um dos primeiros nomes da lista.
Segundo a CID-11, o burnout (QD85) é um fenômeno ocupacional, ou seja, tem tudo a ver com o seu trabalho.
Esse médico é especializado em analisar como o ambiente e as condições laborais afetam a sua saúde. Ele vai investigar se o cansaço extremo, a irritação e a falta de energia que você sente estão mesmo ligados ao seu emprego.
E por que ele é tão importante? Simples: a CID-11 diz que burnout não é uma doença mental, mas sim algo causado por estresse crônico no trabalho que não foi gerenciado.
O médico do trabalho é treinado para identificar esse vínculo e propor medidas como mudanças no ritmo, afastamento temporário, ou até adaptações nas tarefas.
O que o médico do trabalho fará por você:
Ação | Objetivo |
---|---|
Avaliar condições de trabalho | Entender o que está causando o estresse |
Emitir atestados e laudos | Garantir seus direitos trabalhistas e de saúde |
Propor mudanças no ambiente | Reduzir fatores de risco |
Encaminhar para outros especialistas | Garantir tratamento completo |
Se a CID-11 diz que burnout é um fenômeno ocupacional, então precisamos de um profissional que entenda de ocupação e saúde.
É como ter um detetive que só investiga crimes no ambiente de trabalho: ele sabe onde procurar pistas e como agir para resolver o caso.
E já que estamos falando de “resolver o caso”, você já pensou no que fazer quando os sintomas do burnout pioram em dias de trabalho? Aqui está um ótimo guia que explica como lidar com a piora nos sintomas do burnout em dias de trabalho.
2. Clínico geral
O clínico geral também trata da síndrome de burnout, mesmo que a sua função principal seja dar o pontapé inicial no diagnóstico e no encaminhamento.
Ele é como o “porteiro” do sistema de saúde: recebe você, ouve sua história e decide qual caminho seguir.
Na lógica da CID-11, se o seu problema tem relação com o trabalho, ele vai encaminhar para o médico do trabalho ou para outros especialistas necessários.
E a justificativa é simples: o clínico geral é treinado para identificar sinais e sintomas gerais, investigar causas físicas que possam se confundir com burnout, e garantir que você chegue no especialista certo.
Situações em que o clínico geral vai ajudar:
Em alta entre os leitores:
Situação | Possível ação |
---|---|
Suspeita de burnout | Encaminhar para médico do trabalho |
Sintomas mistos (físicos e emocionais) | Solicitar exames complementares |
Dúvida sobre afastamento | Avaliar necessidade e emitir atestado provisório |
Orientação inicial | Explicar a relação entre sintomas e CID-11 |
Se a CID-11 classifica burnout como algo ocupacional, o clínico geral é o filtro inicial para garantir que o paciente seja direcionado para quem vai tratar da origem do problema.
E se você quer se aprofundar, recomendo este material que explica em detalhes CID QD85 da síndrome de burnout: o que você precisa saber. É leitura essencial para entender o código que representa seu diagnóstico.
3. Psiquiatra
Sim, o psiquiatra também trata da síndrome de burnout, mas calma! Lembre-se que, segundo a CID-11, burnout não é uma doença mental.
O papel do psiquiatra é entrar em cena quando o estresse do trabalho já gerou consequências mais pesadas, como depressão, ansiedade ou insônia grave.
Ele é o “médico dos nervos” que ajuda a colocar ordem na bagunça mental que o excesso de trabalho provocou.
A justificativa é que, embora burnout não seja classificado como transtorno mental, ele abre a porta para outros problemas que são. Ele é o profissional com conhecimento para diagnosticar e tratar essas condições associadas, inclusive usando medicamentos, quando necessário.
É como chamar um bombeiro para apagar o fogo e também verificar se a estrutura da casa ainda é segura.
Quando procurar um psiquiatra no burnout:
- Quando o cansaço emocional impede tarefas básicas.
- Se há crises de ansiedade ou pânico.
- Quando o sono está completamente desregulado.
- Se há pensamentos negativos persistentes.
A CID-11 separa burnout de transtornos mentais, mas isso não significa que um não possa levar ao outro. O psiquiatra entra para tratar as consequências, não o fenômeno ocupacional em si.
4. Psicólogos
O Psicólogo trata da síndrome de burnout cuidando da sua saúde emocional e ensinando estratégias para lidar com o estresse crônico.
Na lógica da CID-11, como o burnout (QD85) é um fenômeno ocupacional, o Psicólogo atua para fortalecer sua capacidade de enfrentar as pressões do trabalho sem que isso acabe com a sua energia e motivação.
Ele é como aquele técnico de futebol que, além de orientar, também ajuda a manter o ânimo do time.
A justificativa para a importância do Psicólogo é clara: se o problema é a forma como o trabalho impacta sua mente, faz sentido ter alguém treinado para ajudar a organizar pensamentos, lidar com emoções e desenvolver novas habilidades de enfrentamento.
O Psicólogo não cura burnout como se fosse uma gripe, mas ajuda a reorganizar seu mundo interno para que o estresse deixe de ser um inimigo invencível.
Abordagens que o Psicólogo usa no burnout:
Abordagem | Objetivo |
---|---|
Terapia Cognitivo-Comportamental | Mudar padrões de pensamento que aumentam o estresse |
Mindfulness | Ensinar a focar no presente e reduzir ansiedade |
Psicoeducação | Ajudar a entender o que é burnout e como agir |
Treino de habilidades sociais | Melhorar comunicação no trabalho |
Se a CID-11 diz que burnout vem do estresse no trabalho, então precisamos trabalhar não só no ambiente, mas também na forma como reagimos a ele.
E nisso, o Psicólogo é craque. Ele não troca seu chefe por um mais legal, mas te ajuda a lidar com ele sem perder a cabeça.
5. Enfermeiro do trabalho
O enfermeiro do trabalho trata da síndrome de burnout acompanhando e orientando os trabalhadores sobre como manter a saúde no ambiente profissional.
Ele não vai te dar um remédio mágico contra o estresse, mas é quem pode identificar sinais precoces e te encaminhar para os profissionais adequados, conforme a recomendação da CID-11.
A justificativa está no próprio conceito da função: o enfermeiro do trabalho é treinado para observar mudanças no comportamento e no estado físico dos trabalhadores, orientar sobre medidas preventivas e atuar junto com o médico do trabalho.
No caso do burnout, ele é o primeiro a notar que o seu brilho no olhar está mais para luz de emergência piscando.
Funções do enfermeiro do trabalho no burnout:
- Fazer triagens e avaliações de saúde.
- Orientar sobre pausas, ergonomia e hidratação.
- Apoiar campanhas de prevenção de estresse.
- Encaminhar para médico ou Psicólogo quando necessário.
A lógica por trás disso é quase óbvia: se a CID-11 trata burnout como algo ligado ao ambiente de trabalho, nada mais lógico que contar com alguém que esteja ali, no dia a dia, vendo e prevenindo o problema antes que ele exploda.
Perguntas frequentes
- O que significa o código CID QD85?
É o código da CID-11 que identifica o burnout como um fenômeno ocupacional causado por estresse crônico no trabalho. - O burnout é considerado uma doença mental?
Não. Pela CID-11, ele não é um transtorno mental, mas um problema ligado ao ambiente de trabalho. - Quem é o primeiro profissional que devo procurar?
O médico do trabalho é a primeira indicação, pois ele é especializado em saúde ocupacional. - O clínico geral também pode ajudar no burnout?
Sim. Ele pode fazer a avaliação inicial e encaminhar para especialistas adequados. - O Psicólogo trata burnout?
Sim. Ele ajuda a lidar com o estresse e desenvolver estratégias para evitar agravamentos. - O psiquiatra trata burnout mesmo não sendo doença mental?
Sim, quando o burnout causa problemas como depressão ou ansiedade. - O enfermeiro do trabalho tem papel no tratamento?
Sim. Ele acompanha de perto no ambiente de trabalho e encaminha para outros profissionais. - Preciso de todos esses profissionais ao mesmo tempo?
Depende da gravidade e dos sintomas. Muitas vezes, um trabalho em equipe traz melhores resultados. - O médico do trabalho pode prescrever medicamentos?
Sim, se for necessário, mas geralmente ele foca em medidas para melhorar o ambiente e as condições de trabalho. - O Psicólogo pode afastar alguém do trabalho por burnout?
Não. Somente médicos podem emitir atestados de afastamento. - Posso tratar burnout apenas com terapia?
Sim, se o caso for leve, mas é importante ter avaliação médica para confirmar. - O que o clínico geral faz no burnout?
Ele investiga sintomas e encaminha para médico do trabalho, Psicólogo ou psiquiatra. - O psiquiatra pode dar laudo de burnout?
Pode emitir laudo sobre os sintomas mentais, mas o diagnóstico ocupacional é função do médico do trabalho. - O enfermeiro do trabalho pode iniciar o tratamento?
Não inicia tratamento médico, mas orienta, previne e encaminha. - É preciso procurar um especialista logo?
Sim. Quanto antes começar o cuidado, menores são os riscos de agravamento.
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