Sessão de terapia: qual o tempo ideal para cada encontro?

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O tempo ideal de uma sessão de terapia varia: 50 minutos é o padrão clássico, mas pode ser de 30 a 90 minutos conforme abordagem e necessidade da pessoa atendida.

Sessão de terapia: qual o tempo ideal para cada encontro?

O tempo ideal de uma sessão de terapia varia conforme o tipo de atendimento, mas o mais comum é que dure cerca de 50 minutos.

Essa medida se consolidou como referência porque oferece equilíbrio: não é curto demais para deixar assuntos pela metade, nem longo demais para desgastar a pessoa atendida e o terapeuta.

Em cada caso, o cronômetro muda, mas sempre dentro de uma lógica: garantir foco, qualidade e espaço para falar sem que o processo se torne cansativo ou improdutivo.

Em algumas fases da vida, 30 minutos serão suficientes; em outras, será preciso 90. Ajustar o tempo ao momento é mais importante do que seguir uma regra engessada.

Ao ler este artigo até o fim, você vai:

  • Descobrir as diferentes durações possíveis;
  • Entender por que cada modelo funciona;
  • Ver exemplos práticos em tabelas e;
  • Até se surpreender com curiosidades históricas.
  • Sair com clareza para escolher o tempo de sessão que realmente funciona para você, seja presencial, online, individual, em casal ou em família.

1. O clássico: 50 minutos de sessão de terapia

O tempo mais comum de uma sessão de terapia é de 50 minutos. Esse intervalo acabou virando uma espécie de tradição no mundo da saúde mental, tanto no consultório presencial quanto no online.

É como se fosse “a hora do terapeuta”, que na verdade não tem 60 minutos, mas 50.

A justificativa para esse tempo está na combinação de dois fatores:

  1. Concentração e;
  2. Logística.

A pessoa atendida consegue manter o foco durante quase uma hora sem ficar cansado demais, e o terapeuta ainda tem um respiro de 10 minutos entre uma pessoa e outra para organizar anotações, beber uma água ou simplesmente respirar fundo antes de mergulhar no próximo caso.

Esse equilíbrio ajuda tanto quem recebe o atendimento quanto quem oferece.

Tabela rápida sobre tempos de sessão:

Tipo de atendimentoTempo médio da sessão
Terapia individual50 minutos
Terapia breve30 a 45 minutos
Casal/família60 a 90 minutos
Psicanálise clássica20 a 50 minutos

A lógica por trás desses 50 minutos é prática e até meio matemática. Se fosse uma hora cheia, o terapeuta ficaria sem intervalos e, depois de atender quatro ou cinco pessoas seguidas, estaria mais esgotado que celular sem carregador.

Já com 50 minutos, há espaço para reflexão entre um atendimento e outro, e a pessoa atendida não fica saturada de tanto falar ou ouvir.

E já que estamos falando de tempo e dinheiro, muita gente também se pergunta sobre o valor de uma consulta.

Se você tem essa dúvida, recomendo dar uma olhada neste artigo sobre qual o preço da consulta com um terapeuta. Ele explica como diferentes profissionais definem seus honorários e quais fatores influenciam no valor.


2. Sessões online: foco maior em 30 a 40 minutos

Uma sessão de terapia online geralmente dura entre 30 e 40 minutos. Isso acontece porque a tela cansa mais do que a vida real, e manter a concentração olhando para a câmera é um desafio até para quem maratona séries.

Esse tempo é suficiente para abordar o essencial, sem deixar a pessoa atendida exausto.

A justificativa está ligada à chamada fadiga de vídeo. Diferente da interação presencial, no online o cérebro precisa se esforçar para captar sinais não verbais, microexpressões e até o tom de voz com possíveis falhas de internet.

Em 30 a 40 minutos, é possível ir direto ao ponto e preservar a qualidade do atendimento, garantindo profundidade sem desgaste.

O cansaço mental frente a telas aumenta depois de 40 minutos contínuos. Ou seja, encerrar a sessão nesse intervalo é mais estratégico do que preguiçoso.

A lógica por trás do tempo reduzido é simples: é melhor ter 35 minutos produtivos do que 60 minutos arrastados, em que os últimos 20 viram uma mistura de bocejo, olhar perdido e a clássica frase “acho que minha internet travou“.

Por isso, ajusto minha agenda para caber mais sessões curtas ao longo do dia sem perder qualidade.

E já que o assunto é terapia online, vale conferir este artigo sobre quanto custa uma sessão de terapia online e como contratar. Afinal, não basta saber o tempo, é bom também saber o valor e como encontrar o profissional certo.


3. Casais e famílias: quando o tempo precisa ser maior

As sessões de terapia para casais ou famílias costumam durar de 60 a 90 minutos. Isso porque, ao contrário do atendimento individual, há várias vozes disputando o microfone, e cada uma precisa de espaço para ser ouvida.

Quando duas ou mais pessoas estão na sala (virtual ou presencial), o tempo dobra porque os conflitos são múltiplos.

O terapeuta precisa ouvir, intermediar e ainda traduzir frases do tipo “ele nunca me ouve” em algo que o outro realmente consiga escutar.

Menos de uma hora seria como tentar assistir a um filme em fast-forward: não dá para aproveitar direito.

Tabela de dinâmica em grupo:

Tipo de sessãoTempo médio
Casal60 minutos
Família pequena75 minutos
Família grande90 minutos
Grupo terapêutico90+ minutos

Cada participante precisa de turno de fala. Se um casal tem 60 minutos, cada um fica com 30. Se são quatro familiares, a matemática exige ainda mais flexibilidade.

Assim, o terapeuta não precisa correr e todos têm chance de se expressar sem cronômetro apertado.

E se você está pensando em começar a terapia de casal, recomendo este artigo sobre 40 importantes tópicos para se falar na terapia de casal. É um guia cheio de ideias para aproveitar cada minuto.


4. Abordagens breves e intensivas: menos é mais

Algumas modalidades de terapia usam sessões mais curtas, de 20 a 30 minutos, mas em frequência maior. Dura pouco, mas deixa você suando mais do que duas horas de caminhada no shopping.

Algumas abordagens priorizam foco e intensidade. Na Terapia Cognitivo-Comportamental breve, por exemplo, a ideia é trabalhar objetivos bem definidos, sem perder tempo com rodeios.

A pessoa atendida já chega sabendo o que quer resolver e sai com estratégias práticas para aplicar no dia a dia.

Na década de 1980, terapeutas começaram a experimentar sessões mais curtas em contextos hospitalares e descobriram que, em certos casos, a objetividade acelerava o progresso.

Quando o foco é específico, como tratar uma fobia de falar em público, não há necessidade de longas explorações semanais.

Várias sessões curtas, bem dirigidas, mantêm a motivação alta e ajudam a pessoa atendida a ver resultados mais rápidos.


5. Flexibilidade: ajustar o tempo às necessidades da pessoa atendida

O tempo de uma sessão de terapia deve ser adaptado às necessidades da pessoa atendida.

Embora existam padrões, como 50 minutos para terapia individual ou 30 a 40 minutos para o online, a realidade é que cada pessoa tem seu ritmo.

Para alguns, meia hora já basta para desabafar e organizar ideias; para outros, uma hora ainda parece pouco. A justificativa é que não existe ser humano “tamanho único”.

Enquanto uma pessoa mais objetiva vai direto ao ponto e resolve em menos tempo, outra precisa de um espaço maior para elaborar pensamentos, fazer pausas e até chorar um pouco antes de conseguir falar.

O papel do terapeuta é ajustar o tempo de forma que o processo seja útil, sem pressa nem enrolação. Afinal, terapia não é corrida de 100 metros nem maratona: é caminhada guiada.

Tabela de exemplos práticos:

PerfilTempo sugerido
Jovem ansioso e agitado30 minutos
Adulto em crise pontual40 a 50 min
Casal com conflitos antigos60 a 90 min
Pessoa idosa com dificuldade de foco30 min

Quem manda é a demanda. Se a pessoa atendida chega esgotada, sem energia, insistir em 60 minutos será contraproducente. Por outro lado, se a conversa está fluindo e ainda há assuntos importantes em aberto, encerrar aos 30 minutos deixará a sensação de abandono.

O terapeuta usa experiência clínica e empatia para decidir quando esticar ou encurtar o encontro.

No fim das contas, o tempo ideal é aquele que serve sem esgotar ninguém. “A sessão acaba quando a necessidade encontra o descanso“, diria um terapeuta poético.

E se nas seções anteriores falamos do padrão, do online, dos casais e das terapias breves, agora fechamos o ciclo mostrando que não há fórmula mágica, há sim flexibilidade e bom senso.


Perguntas frequentes

  1. Quanto tempo dura, em média, uma sessão de terapia individual?
    Em geral, dura 50 minutos, que virou o padrão clássico.
  2. Por que não é exatamente uma hora completa?
    Porque os 10 minutos restantes ajudam o terapeuta a descansar e se preparar para o próximo cliente.
  3. Sessões online são mais curtas que presenciais?
    Sim, costumam variar de 30 a 40 minutos por causa da fadiga de tela.
  4. Casais precisam de mais tempo na sessão?
    Sim, geralmente entre 60 e 90 minutos, já que mais de uma pessoa precisa falar.
  5. Famílias grandes também precisam de sessões longas?
    Sim, quanto mais gente, maior o tempo, podendo passar de 90 minutos.
  6. Existem terapias que usam sessões bem curtas?
    Sim, algumas abordagens breves podem ter 20 a 30 minutos, mas com mais frequência.
  7. O que acontece se o cliente só consegue falar por 20 minutos?
    O terapeuta pode ajustar a duração, desde que seja produtivo e faça sentido para o processo.
  8. Uma sessão pode durar mais que 90 minutos?
    Pode, mas é raro. Só faz sentido em contextos especiais, como grupos ou crises intensas.
  9. Quem decide o tempo da sessão: cliente ou terapeuta?
    Geralmente o terapeuta define, mas sempre considerando a necessidade do cliente.
  10. Crianças também ficam 50 minutos na terapia?
    Nem sempre. Crianças pequenas se cansam rápido, então sessões podem ser de 30 minutos.
  11. Idosos precisam de menos tempo?
    Muitas vezes sim, porque podem se cansar rápido. Sessões de 30 a 40 minutos são comuns.
  12. E se a conversa está ótima, dá para estender a sessão?
    Pode acontecer, mas não é regra. O ideal é respeitar o tempo combinado.
  13. O tempo da sessão influencia no valor?
    Na maioria dos casos, sim. Sessões mais longas geralmente custam mais.
  14. Posso pedir sessões mais curtas se não tenho muito tempo?
    Sim, desde que o terapeuta concorde. O importante é que sejam úteis.
  15. Existe um tempo perfeito para todas as pessoas?
    Não. O tempo ideal varia de acordo com o perfil, o problema e o momento de cada cliente.

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