O Psicólogo pode abraçar um paciente?

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Sim, o Psicólogo pode abraçar o paciente desde que ambos estejam confortáveis. No entanto, o vínculo de vocês não vai evoluirá para amizade.

Duas pessoas se abraçando apertado, revelando tatuagens detalhadas nos braços, em uma multidão borrada.

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Sim. Às vezes um abraço isolado, quando mutuamente integrado por meio de processos adequados, têm benefícios terapêuticos, e não necessariamente leva a uma intimidade descontrolada no sofá como muitos acreditam. (Artigo primeira vez publicado em Terapeuta online Emilson Silva)

Alguns Psicólogos perguntarão à você se abraços ou outros toques, mesmo algo tão pequeno como um tapinha no ombro, os ajudaria ou incomodaria.

E fique tranquilo, você não vai devastar ou traumatizar o seu Psicólogo se recusar ser tocado.

Tenho um amigo que trabalha com crianças com necessidades especiais. Ele está acostumado a dar e receber abraços espontâneos, mas quando um paciente impulsivamente pediu um abraço à ele, ele recuou e recusou.

O paciente parece ter ficado mortificado e humilhado, e por um tempo sentiu que sua terapia estava comprometida.

Embora o paciente não fosse capaz de discutir sobre isso com o Psicólogo na terapia, ele ficou emocionalmente estável o suficiente para perceber que os problemas sobre o abraçar eram mais sobre ele do que sobre o Psicólogo.


O que um abraço significa?

Intelectualizar e racionalizar o contato com questões de transferência psicanalíticas é fácil, mas vale mais vivenciar o abraço como uma necessidade espontânea e inata do calor humano.

Abraçar nos dá sensações maternais reconfortantes, pré-verbalmente crua da “figura materna” internalizada.

Sentimos a vontade de recorrer a isso quando estamos perdidos, sozinhos, com fome, raiva ou cansados.

Relembrar um abraço consolador e revigorante nos traz estabilidade.

O abraço nos dá vitalidade para continuar adiante, sabendo que somos cuidados por alguém amado.


Razões para o Psicólogo abraçar o paciente

Permitir a conexão

A conexão com os pacientes é inevitável. Eles estão constantemente em contato com seus pacientes e vice-versa.

Devem aprender a tornar esse contato apropriado, não evitá-lo.

Fortalecer a relação

O Psicólogo é um ser relacional que depende do conforto e do amor dos pacientes. A maioria das pessoas faz isso naturalmente.

A vida dói às vezes, mas ter um Psicólogo por perto para proporcionar conforto físico torna a dor mais suportável.

Aumentar o sucesso terapêutico

Psicólogos em treinamento que não se conectam com um paciente abandonam a terapia.

Um abraço transmite aceitação e confiança.

Pacientes encorajados, por exemplo, a criar uma “narrativa de trauma” ou reviver uma experiência, beneficiam da proximidade física.

Desenvolver uma visão equilibrada do toque

Há Psicólogos que se opõem ao toque por medo de “ultrapassar os limites”.

Eles não acreditam no valor terapêutico do toque e usam outras formas de comunicação para transmitir compaixão e empatia, o que é aceitável.

No entanto, profissionais de saúde mental devem desenvolver uma visão equilibrada sobre o toque e aprender a utilizá-lo quando necessário.


Os limites no contato físico entre Psicólogo e paciente

Há limites claros para o toque físico entre psicólogo e paciente.

A maioria dos psicólogos mantém uma postura ética, evitando transgredir esses limites. Se isso acontecer com você, considere mudar de profissional.

No entanto, acredito que o abraço de alguém em quem confiamos tem um efeito transformador e restaurador, alcançando nosso corpo e coração de maneira que palavras às vezes não conseguem expressar.

Frequentar sessões de terapia não se limita apenas à comunicação verbal!

Coisas que as palavras não dizem incluem o sentimento de abraçar e ser abraçado.

Você deve, sim, abraçar seu psicólogo se ambos estiverem confortáveis com isso.

No entanto, é importante saber que esse vínculo provavelmente não evoluirá para uma amizade formal.